No ensejo desta passagem do ano, em alguns momentos, cheguei a pensar que gostava mais de livros do que de pessoas...mas livros são escritos por pessoas,logo... Em outro momento, que gosto mais de gente do que de animais e é verdade. Mas se pertencemos à mesma espécie, então me cabe respeitar. Que não gosto de datas, mas elas são nossas bússolas, então me cabe acatar. Que não gosto de religião,mas que elas servem para confortar e então me cabe empatia. Que não gosto de bom-mocismo e de moralismo e, sim, do bom- caratismo, mas me cabe me defender do mal. Que não gosto de donos da verdade, mas a verdade é tão escorregadia que me cabe aceitar que o mais convincente destaca-se. Que não gosto de violência, mas me cabe aí estar com todos que não são violentos. Nem de injustiça, idem.
Concluo: não tenho metas, nem planos, salvo os pouquíssimos de curto-prazo.
Aguardo (boas) surpresas, que as más estão sempre prontas e ligeiras.
Enfim saúde e bons momentos para todos.